sábado, 23 de janeiro de 2010

Será que existe realmente Emancipação?



Será que os direitos estão estabelecidos? Vejamos este quadro hediondo das estatísticas….

A Sharia e a lapidação de mulheres
A Sharia é a lei islâmica extraída do Corão. os adúlteros que sejam condenados à morte por apedrejamento.

Esta mulher iraniana (Hajiyeh Esmaelvand) foi considerada culpada de adultério e foi assassinada em Dezembro de 2004. Na foto, ela está a ser preparada para a execução.

OMS (Organização Mundial da Saúde) e Amnistia Internacional
Segundo a Amnistia Internacional, em relatório divulgado, mais de um bilhão de mulheres no mundo - uma em cada três - foi espancada, forçada a manter relações sexuais ou sofreu outro tipo de abuso, quase sempre cometido por amigo ou parente.
No relatório "Está em nossas mãos. Pare a violência contra a mulher", a Amnistia diz que o problema não está confinado a regiões mais pobres e fez um alerta: “Em todo o mundo, um quinto das mulheres foi vítima de estupro ou de tentativa deste tipo de crime”.
O relatório afirma que nos Estados Unidos, uma mulher é espancada por seu marido ou parceiro a cada 15 segundos em média, enquanto uma é estuprada a cada 90 segundos. E na Inglaterra, duas mulheres por semana são mortas por seus parceiros.
Na França, 25 mil mulheres são violentadas a cada ano. De acordo com a Amnistia, o número de vítimas reais de abuso deve ser muito maior, devido ao estigma que inibe denúncias.
Todos os anos, dois milhões de meninas entre 5 e 15 anos são obrigadas a se prostituir. O tráfico de mulheres movimenta actualmente US$ 7 bilhões por ano, segundo a Amnistia.
Cerca de 70% dos assassinatos de mulheres são praticados por seus parceiros masculinos. Na Zâmbia, cinco mulheres são assassinadas por semana por seus parceiros ou por algum amigo da família. No Egipto, 35% das mulheres declararam ter apanhado do marido. No Paquistão, 42% das mulheres aceitam a violência como parte de seu destino. E na Inglaterra, duas mulheres por semana são mortas por seu parceiro.
Segundo a OMS, quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, actual ou ex. A violência responde por aproximadamente 7% de todas as mortes de mulheres entre 15 a 44 anos no mundo todo. Em alguns países, até 69% das mulheres relatam terem sido agredidas fisicamente e até 47% declaram que sua primeira relação sexual foi forçada.
A violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres entre 15 e 44 anos;

20% das mulheres do mundo foram vítimas de abuso sexual na infância;
69% das mulheres já foram agredidas ou violadas;
Nos países em desenvolvimento, as carências em saúde reprodutiva fazem que a cada 48 partos uma mãe morra.
70% das mulheres vivem em situação de miséria absoluta, cumprem carga horária 13% superior à cumprida pelos homens e recebem, em média, 25% menos.
Dois terços dos analfabetos do mundo são do sexo feminino e 80% dos refugiados são mulheres e crianças.
Mulheres africanas têm 175 mais chances de morrer durante o parto do que as mulheres dos países desenvolvidos, segundo relatório de três agências da ONU.
Perante toda esta visão é necessário reflectirem, nas formas de alterar este maquiavélico conflito entre os seres deste Mundo, onde todos os valores são escamoteados pela brutalidade e em que somos levados à infância do primitivismo das cavernas!.

MInha Opinião Conclusiva

“Os conceitos de emancipação, de mito e de realidade são noções - problema, pois, como todo conceito nós não saberíamos decretar uma só significação menos discutível ( Gerard Lenclud, 1993).

“A emancipação é a acção de libertar ou de se libertar de uma autoridade de servidão ou de preconceito “ (Micro Robert, 1990: 428).

Há, actualmente, uma gigantesca luta da mulher (cada qual na sua actividade, no seu dia a dia) no sentido de obter um espaço digno na sociedade, visando o seu crescimento como pessoa.
A busca de novos caminhos profissionais para a mulher, hoje, toma conta de quase todas as Famílias, em função, também, das novas necessidades que, a cada dia, surgem na nossa civilização.
A situação da mulher, na civilização contemporânea, ainda é difícil e bastante sofrida. Se ouvirmos os Midia veremos quase cada todos os dias se fala de violência nos lares, no estupro de mulheres, no abuso de menores, na venda de crianças para prostituição, no assédio sexual constante em Empresas, enfim, uma usurpação constante aos direitos e Leis de protecção da mulher. Basta olhar para estatísticas acima!
Na minha opinião a Emancipação não passa apenas de um mito, porque tal como diz; Leon Tolstoi, in "Sonata a Kreutzer"Existe uma falsa emancipação” , não sou contra a emancipação, pelo contrário defenso que todos temos que nos respeitar e ter valores de igualdade idênticos, ou seja direitos e deveres iguais, porém não é nem nunca será assim, porque existem valores que não se moldam, e que não se alteram com o estalar dos dedos, porque olhando à nossa volta veremos que o materialismo cego, e a pouca estrutura moral e espiritual, tomam lugar das realidades observadas.
É muito fácil falar de emancipação, mas é preciso percebê-la, tomá-la com o sentido recto e não distorcer os valores que ela encerra, porque existe um conceito enganador de liberdade, o homem e a mulher pela sua formação sensível e generosa, por os seus conceitos emocionais e sentimentais, estão longe de se poder igualar, não podemos alterar as funções físico - intelecto - emocionais , pois uma Mãe será sempre uma Mãe e isso nenhum homem pode substituir, a era matriarcal e patriarcal , deixou de pedra angular dos conceitos de disputa, e a mulher também não pode abraçar o seu feminismo, pensando que o importante é superiorizar-se ao homem, porque então estaríamos a cair num ciclo vicioso, penso acima de tudo que a perda de valores está na Familia como tal!
Antes de mais temos que nos convencer que o meio, os valores educativos, as carências, tem sintonia com a aceitação e postura da Sociedade em que estamos inseridos, não podemos reclamar da interferência eclesiástica ou dos valores do medo, da vergonha, porque hoje os entraves estão inseridos nas nossas valências do conhecimento espiritual, e no funcionamento da envolvência dos mesmos e o quanto eles interferem na nossa vida.
Enquanto não nos conhecermos a nós mesmos, vivermos pelos altares das coisas mortas, não teremos respostas concretas dos valores para aquilo que nos traz aqui, e que nos objectiva de encontrar no futuro.
Afinal que fazemos aqui? Qual o objectivo de lutar por algo que se acaba com a morte segundo alguns padrões religiosos! Qual a utilidade do ser na terra, mulher ou homem?! Se não existir um meio para dar resposta a isso vivemos numa utopia descalça de valores de igualdade porque então, nascem seres, deficientes, e outros perfeitos?! Porque nascem uns ricos e outros pobres?! E então a diferença já começa aí, porém entendo que o acaso não existe, tudo tem uma explicação, sendo crente que tudo tem um sentido, que não coexistem dogmas para a razão e vivência, entendo que haverá uma continuidade, não na via corporal, mas espiritual.
Quem assim procura entender os valores da vida terá uma visão diferente deste Mundo passageiro e verá o que na mulher se realça e lhe satisfaz as aspirações do coração, as necessidades de ternura, que estendem para além do seu círculo de vida física. Daí a necessidade de desenvolver na mulher, além dos poderes intuitivos, suas admiráveis qualidades morais, o esquecimento de si mesma, o júbilo do sacrifício, ou seja, o sentimento dos deveres e das responsabilidades inerentes à sua missão sublime. "A mulher tem que se fazer borboleta; ela tem que sair do seu casulo; e reconquistar seus direitos, que são divinos; como a mariposa, lançar-se na atmosfera e reencontrar o clima de seu justo valor. Até porque, se o agente educador por excelência for reduzido ao estado de nulidade, a sociedade vacilará. É o que deveis compreender no século vinte".

Todos "são iguais perante Deus, o homem e a mulher, e têm os mesmos direitos, pois ambos possuem a faculdade de progredir" e se, em alguns Países, a mulher é considerada inferior, isso é resultante do predomínio injusto e cruel que sobre ela assumiu o homem. É resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Entre homens moralmente pouco adiantados, a força faz o direito. Mas, "as funções, para as quais a mulher é destinada pela Natureza, terão importância tão grande quanto às destinadas ao homem, e maior até . É ela quem lhe dá as primeiras noções da vida". Assim sendo, uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher, embora com funções diversas. Pois é preciso é que cada um esteja no lugar que lhe compete. Ocupe-se do exterior, o homem e, do interior a mulher, cada um de acordo com a sua aptidão.

No conceito real da razão, a lei humana, para ser imparcial, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Todo privilégio a um ou a outro concedido é contrário à justiça. A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravização marcha de par com a barbaria.
Em reacção a essa milenar subjugação da mulher, actualmente ocorrem extremismos preocupantes em sua estrutura psicológica. A miséria, as lágrimas, a prostituição, o suicídio, tal é o destino de grande número de infelizes mulheres em nossas sociedades opulentas e materialistas.
Muitas mulheres radicalizam. O seu corpo é considerado só dela, ela faz o que bem entende, não deve nada a ninguém. O desafio está posto. O desafio é encontrar o meio-termo, o ponto certo, o equilíbrio momentâneo para a mulher moderna. Portanto, ser mulher e ser mãe são desafios quotidianos a serem enfrentados.

Em e da mulher que provém a vida; e ela a própria fonte desta, a regeneradora da raça humana, que não subsiste e se renova, senão, por seu amor e seus ternos cuidados. Todo inócuo argumento machista de a mulher ser apenas a sombra do marido, procriadora por excelência, objecto de prazer ou apenas alguém que tome conta da casa, é evidente que precisa ser aclarado e desfeito, por ser fenómeno inoportuno. Entendo que a mulher deva reduzir, o quanto lhe for possível, o tempo gasto no trabalho profissional e se esforce mais na tarefa da educação de seus filhos, preferindo ganhar um pouco menos em valores materiais e potencializando seus tesouros espirituais.
Sei que actualmente não é fácil essa tarefa, pois a sociedade curvou-se ante o consumismo materialista, e sequestrou a mulher do lar para enclausurá-la nas funções modernas, às vezes, dependentes à sua grandeza e, quase sempre estranhas à sua natureza.
A administração de uma família, actualmente, é tarefa extremamente importante. Dentro dessa pequena república, há o factor económico, as regras, a disciplina, o zelo, as tradições e a responsabilidade da formação moral e intelectual dos filhos. A mulher deve conciliar o papel de Mãe e esposa, por vezes, deixado um pouco de lado. Por isso, é importante não permitir que a competição do casal, as pressões da posição, do dinheiro e do destaque sociais roubem o equilíbrio que a felicidade da Família requer, nada mais justo que a luta pela causa de maior liberdade e direito para ela.
Os movimentos Feministas, embora tenham seu valor, costumam cair no radicalismo, querendo fazer da participação natural uma imposição. Muitas vezes, em seus intentos, ao lado de compreensíveis contestações, enuncia propósitos que fariam da mulher, não mais mulher, mas imitação do homem.
A emancipação da mulher, como vemos, não é simples questão de progresso social e libertação de uma grande parte do género humano. Implica mudanças radicais nas estruturas sociais, Familiares, religiosas e humanas. Resulta na inclusão e modificação de costumes, leis, formas de relação, direitos e deveres.
Não culpemos o Mundo, mas deixemos que seja o Mundo a desenvolver-se com nossa vontade e valores de respeito mútuo e bom senso, o amor e o desejo não tem o mesmo valor, é preciso reciclar as mentes e fazer renúncias de ambas as partes, só dessa forma vamos obter valores que coexistam pela eternidade, enquanto houver egoísmo, orgulho e falta de humildade não haverá amor no sentido real da palavra.

um Bibliografia
O que é feminismo. São Paulo: Editora Brasiliense, Jacqueline. ALVES, 1991.
Célia Regina Jardim. Uma história do feminismo no Brasil. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.
O poder da identidade. São Paulo: Manuel CASTELLS Paz e Terra, 1999, 2000.
Género e desigualdade. São Paulo :Miriam Nalu & NOBRE ,Sempre viva Organização Feminista, 1997
Segundo sexo. São Paulo : Simone DE BEAUVOIR Difel, 1955.
Esmeralda V. A educação da mulher no Brasil. São Paulo: Fúlvia PINTO ROSEMBERG, Regina P.& NEGRÃO, Global Editora, 1982"
Malleus Maleficarum Escrito em 1484 pelos inquisidores Heinrich Kramer e James Sprenger
(Voices of the first Day: Awakening in the Aboriginal Dreamtime) Lawlor Rober
http://pt.wikipedia.org/
Langue Française, Micro-Robert Mai 1990
L’ouverture entre l’école et le milieu en Afrique noire, édition Univ. de Fribourg, MUKENE,
Femmes africaines et démocratie édition UNESCO, NGANTOUTOU T., 166 pages
L’Afrique des femmes, éd. Karthala, NGATOUTOU, T P5-7, 42-72.
Repenser l’inégalité, Paris, éd du Seuil. SEN, A. ,2000