segunda-feira, 22 de março de 2010

Ambiente e Sustentabilidade




Introdução

Desde a criação, a Terra sempre esteve em constantes mudanças de temperatura, em ciclos de milhares de anos de aquecimento e glaciação causados por fenómenos naturais. A partir da Revolução Industrial, o Planeta passou a enfrentar uma nova realidade: a mudança de temperatura causada pelo homem através da poluição.
As mudanças climáticas, estão à vista de todos, só não vê quem não quer! Nem necessitamos ir muito longe, as transformações estacionais de monitorização em Portugal, onde quase nem temos Inverno ou Verão, tudo se confunde, as nebulosidades tem aumentado, as temperaturas estão desreguladas, na envolvência Mundial, furacões. Flores no Pólo Norte, Tsunamis, Terramotos. Degelo no Pólo Sul, as piores inundações em 100 anos na Inglaterra, chuvas sem precedentes no Quénia e África do Sul, neve pela primeira vez nos Emirados Árabes.
A ONU divulgou um estudo mostrando que os desastres naturais aumentaram em 60% em relação à década passada. A partir do Tsunami, o número de Furacões na América do Norte, adicionam-se extraordinariamente, os Tufões no Japão e os Tornados nos Estados Unidos. Nem mesmo a investigação sobre os 400 mil anos da Era do Gelo revela algo paralelo. Estamos, no meio de algo que nos leva a ter que reflectir!
Basta ver que nos últimos trinta anos o gelo marinho no Árctico, diminuiu 40% e os mares podem crescer nos próximos 6 anos, cerca de seis metros. O aumento do nível do mar, é uma ameaça em escala global que pode causar escassez de alimentos e graves problemas sociais.
O efeito estufa por conta da poluição é um facto. Apesar do Protocolo de Quioto que para mim é manifestamente uma dissimulação, pois ainda existem Países, que nada estão a fazer por atenuar os malefícios da contaminação do ar. Por questões económicas, inventam questiúnculas de que nada tem que ver com a realidade. No entanto o problema também passa pela falta de unanimidade nas conclusões científicas, pois existem vertentes que defendem que se trata apenas da mudança para uma nova Era Glaciar, pois não seria também nada de anormal, pois em milhões de anos elas têm acontecido. Existe porém uma realidade bem concreta, o aquecimento global da Terra e as transformações climáticas também, vejamos as suas causas e consequências e o que fazer para atenuar o sobreaquecimento. As energias renováveis resolverão? A reciclagem, como será no futuro, sinais ecológicos, temporais e geológicos.

Países Mais Poluentes

10 Maiores emissores de CO2 para fins energéticos
EUA 2,790,000,000 toneladas
China 2,680,000,000
Rússia 661,000,000
Índia 583,000,000
Japão 400,000,000
Alemanha 356,000,000
Austrália 226,000,000
África do Sul 222,000,000
Reino Unido 212,000,000
Coreia do Sul 185,000,000
Dentro da Europa os Países mais Poluidores são; Polónia; Itália e Espanha e Portugal está em 45º na lista dos maiores poluidores com 22,700,000


CAUSAS DO AQUECIMENTO GLOBAL

O EFEITO ESTUFA

O aquecimento global é causado por um aumento no chamado efeito estufa. O efeito estufa em si não é ruim, pois é o que permite que a Terra se mantenha quente o suficiente para a sobrevivência dos organismos vivos.
A radiação solar compreende radiações luminosas (luz) e radiações caloríficas (calor), nas quais predominam as radiações infravermelhas.
As radiações luminosas são de pequeno comprimento de onda, pelo que atravessam facilmente a atmosfera. As radiações infravermelhas (radiações caloríficas) são de grande comprimento de onda, pelo que têm mais dificuldades em atravessar a atmosfera, que, por intermédio do vapor de água, do dióxido de carbono e das partículas sólidas e líquidas, as absorve em grande parte.
A atmosfera, tal como o vidro duma estufa, sendo pouco permeável a estas radiações, constitui como que uma barreira, dificultando a sua propagação para grandes altitudes. Uma parte é por ela absorvida e outra é reenviada, por reflexão (contra-radiação), para as camadas mais baixas, onde se acumula e faz elevar a temperatura.
O vapor de água, o dióxido de carbono, os óxidos de azoto, o metano e as partículas sólidas e líquidas constituem os elementos fundamentais dessa barreira, já que são eles os principais responsáveis pela absorção e reflexão da radiação terrestre.
O aumento da quantidade de gases e outras substâncias poluentes (com destaque para o dióxido de carbono) lançados para a atmosfera pelas diversas actividades humanas, sobretudo através da queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo, gás natural) na indústria e nos veículos motorizados, e também pelos grandes incêndios florestais, tem vindo a acentuar o efeito de estufa com o consequente e indesejável aumento da temperatura na troposfera.
Destruição da Camada do Ozono

O ozono (03) é um gás azulado da família do oxigénio e resultante da dissociação das moléculas deste último componente gasoso provocada por certas radiações emanadas do Sol. Cada um dos átomos resultantes dessa dissociação recombina-se com o oxigénio molecular, originando-se assim o ozono.
Embora em muito pequenas quantidades, o ozono existe também na baixa atmosfera, onde pode ser produzido por descargas eléctricas da atmosfera (relâmpagos), o que nos é revelado pelo seu cheiro característico durante as trovoadas. Contudo, ele acumula-se na sua quase totalidade na camada que vai dos 20 km aos 50 km e que, por isso, é designada por camada de ozono. Mas, a designação de "camada de ozono" pretende apenas referenciar a zona da atmosfera onde é maior a sua concentração, tendo-se, portanto, de ter em atenção que, mesmo naquela camada, o ozono ocupa uma parte ínfima do volume do ar.
Apesar da sua reduzidíssima quantidade, o ozono assume um papel fundamental na sobrevivência da humanidade. Com efeito, absorvendo grande parte das radiações ultravioletas (mais de 95%), impede que estas atinjam a superfície terrestre em quantidades demasiado elevadas, o que a acontecer provocaria anomalias nos seres vivos, como sejam o cancro da pele (sobretudo quando os seres humanos se expõem demasiado ao sol sem protecção), deformações, atrofia, etc.

Estudos divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente indicam que a redução de apenas 1% na espessura da camada de ozono é suficiente para a radiação ultravioleta cegar 100 mil pessoas por catarata e aumentar os casos de cancro da pele em 3%. Está provado também que a exposição excessiva aos raios ultravioletas pode afectar as defesas imunológicas do homem e dos animais, dando sinal verde a doenças infecciosas.

Em (quantidades muito elevadas), tornar-se-iam mortais pelas graves queimaduras que por elas seriam provocadas. Todas as células acabariam por ser então destruídas, o que impossibilitaria a existência das formas de vida actualmente conhecidas no nosso planeta.
No entanto, que, em quantidades adequadas (muito pequenas), as radiações ultravioletas são úteis à vida, contribuindo para a produção da vitamina D, indispensável ao normal desenvolvimento dos ossos.
Em meados da década de 80, confirmou-se que o ozono está a ser progressivamente destruído, com a consequente rarefacção da camada onde este importante gás se concentra (camada do ozono).
Essa destruição é provocada por produtos químicos libertados pela actividade humana, especialmente os que contêm cloro e, em particular, os chamados clorofluocarbonetos (CFC), gases constituídos por cloro, flúor e carbono, muito utilizados em frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, indústria electrónica, produção de espumas sintéticas usadas no combate a incêndios, artigos de limpeza, etc.

Face a esta ameaça, mais de 60 Países assinaram, em 1987, o Protocolo de Montreal, comprometendo-se a reduzir em 50% o uso de CFC até finais do ano 1999. Em 1990, na Conferência de Londres, setenta Países concordaram em acelerar os processos de eliminação dos CFC, decidindo não a redução mas a paragem total da produção até ao ano de 2000, tendo sido criado um fundo de ajuda aos Países em desenvolvimento de 200 milhões de dólares de 1991 a 1993. Os Estados Unidos, Canadá, Suécia e Japão aceleraram essa data para 1995 e a UE decidiu parar com a produção até Janeiro de 1996.

Poluição Atmosférica

O desenvolvimento industrial e urbano tem originado em todo o mundo um aumento crescente da emissão de poluentes atmosféricos. O acréscimo das concentrações atmosféricas destas substâncias, a sua deposição no solo, nos vegetais e nos materiais é responsável por danos na saúde, redução da produção agrícola, danos nas florestas, degradação de construções e obras de arte e de uma forma geral origina desequilíbrios nos ecossistemas.
No entanto, a poluição do ar, devido às características da circulação atmosférica e devido à permanência de alguns poluentes na atmosfera por largos períodos de tempo, apresenta um carácter transfronteira e é responsável por alterações ao nível planetário, o que obriga à junção de esforços a nível internacional.
Exigem-se acções para prevenir ou reduzir os efeitos da degradação da qualidade do ar o que já foi demonstrado ser compatível com o desenvolvimento industrial e social. A gestão da qualidade do ar envolve a definição de limites de concentração dos poluentes na atmosfera, a limitação de emissão dos mesmos, bem como a intervenção no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes.

Na Tabela dos principais poluentes atmosféricos:

Poluente Fontes Processos Efeito
Óxidos de Enxofre (SOX) Antropogênicas Combustão (refinarias, centrais térmicas, veículos diesel)
Processos Industriais Afecta o sistema respiratório
Chuvas ácidas
Danos em materiais
Naturais Vulcanismo
Processos biológicos
Óxidos de Azoto (NOX) Antropogênicas Combustão (veículos e indústria) Afecta o sistema respiratório
Chuvas ácidas
Naturais Emissões da vegetação
Compostos Orgânicos Voláteis (COV)Antropogênicas Refinarias
Petroquímicas
Veículos
Evaporação de combustíveis e solventes Poluição fotoquímica
Incluem compostos tóxicos e carcinogénicos
Monóxido de Carbono (CO) Antropogênicas Combustão (veículos) Reduz a capacidade de transporte de oxigénio no sangue
Naturais Emissões da vegetação
Dióxido de Carbono (CO2) Antropogênicas Combustão Efeito de estufa
Naturais Fogos florestais
Chumbo (Pb) Antropogênicas Gasolina com chumbo
Incineração de resíduos Tóxico acumulativo
Anemia e destruição de tecido cerebral
Partículas Antropogênicas Combustão
Processos industriais
Condensação de outros poluentes
Extracção de minerais Alergias respiratórias
Vector de outros poluentes (metais pesados, compostos orgânicos carcinogénicos)
Naturais Erosão eólica
Vulcanismo
CFC's e Halons Antropogénicas Aerossóis
Sistemas de refrigeração
Espumas, sistemas de combate a incêndios
Destruição da camada de ozono
Contribuição para o efeito de estufa

SINAIS DA TERRA

"O buraco da camada de ozónio não tem relação directa com o efeito estufa, apesar de ambos terem uma origem comum: a poluição causada pelas actividades humanas. Portanto, não há relação directa entre os aumentos do buraco na camada de ozónio e a elevação do nível do mar".

Fontes Poluidoras

A nível nacional destacam-se, pelas suas emissões, as Unidades Industriais e de Produção de Energia como a geração de energia eléctrica, as refinarias, fábricas de pasta de papel, siderurgia, cimenteiras e indústria química e de adubos. A utilização de combustíveis para a produção de energia é responsável pela maior parte das emissões de SOX e CO2 contribuindo, ainda, de forma significativa para as emissões de CO e NOX. O uso de solventes em colas, tintas, produtos de protecção de superfícies, aerossóis, limpeza de metais e lavandarias é responsável pela emissão de quantidades apreciáveis de Compostos Orgânicos Voláteis.
Existem outras fontes poluidoras que, em certas condições, se podem revelar importantes tais como:
A queima de resíduos urbanos, industriais, agrícolas e florestais, feita muitas vezes, em situações incontroladas. A queima de resíduos de explosivos, resinas, tintas, plásticos, pneus é responsável pela emissão de compostos perigosos;

Os fogos florestais são, nos últimos anos, responsáveis por emissões significativas de CO2;

O uso de fertilizantes e o excesso de concentração agro-pecuária, são os principais contribuintes para as emissões de metano, amoníaco e N2O;

As indústrias de minerais não metálicos, a siderurgia, as pedreiras e áreas em construção, são fontes importantes de emissões de partículas;

As causas naturais, como explosões vulcânicas.

As fontes móveis, sobretudo os transportes rodoviários, são uma fonte importante de poluentes, essencialmente devido às emissões dos gases de escape, mas também como resultado da evaporação de combustíveis. São os principais emissores de NOX e CO, importantes emissores de CO2 e de COV, além de serem responsáveis pela emissão de poluentes específicos como o chumbo.