terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Resumo Histórico das Cidades





A história das cidades do mundo em geral é longa, sendo que as primeiras cidades teriam surgido entre quinze a cinco mil anos atrás, dependendo das diversas definições existentes sobre o que define um antigo assentamento permanente como uma cidade. Sociedades que vivem em cidades são frequentemente chamadas de civilizações. O ramo da história e do urbanismo encarregado do estudo das cidades e do processo de urbanização é a história urbana.
As primeiras verdadeiras cidades são por vezes consideradas grandes assentamentos permanentes onde os seus habitantes não são mais simplesmente caseiros da área que cerca o assentamento, mas passaram a trabalhar em ocupações mais especializadas na cidade, onde o comércio, o armazenamento de alimentos e o poder foram centralizados. Usando esta definição, as primeiras cidades conhecidas apareceram na Mesopotâmia, tais como Ur, ao longo do Rio Nilo, na Civilização do Vale do Indo e na China, entre aproximadamente sete a cinco mil anos atrás, geralmente resultante do crescimento de pequenos vilarejos e/ou da fusão de pequenos assentamentos entre si. população conjunta estimada entre 100 e 150 mil habitantes.

Constantinopla (actual Istambul), e, posteriormente e sucessivamente, diversas cidades chinesas e indianas aproximando-se ou mesmo superando a marca do meio milhão de habitantes. Roma possuía mais de um milhão de habitantes no século I a.C., sendo considerada por muitos como a única cidade a superar esta marca até o início da Revolução Industrial. Alexandria possuía uma população próxima à de Roma na época (em um censo de 32, Alexandria possuía 180 mil cidadãos (adultos do sexo masculino). Outros grandes centros administrativos, comerciais, industriais e cerimoniais emergiram em outras áreas, mais notavelmente Bagdá, que segundo algumas estimativas teria sido a primeira cidade a superar a marca de um milhão de habitantes, ao invés de Roma. Nos territórios anteriormente ocupados pelo Império Romano, a população das grandes cidades cairia drasticamente entre os séculos VI e VI, com as migrações dos povos bárbaros, o colapso do Império Romano do Ocidente e o início do feudalismo.

Çatalhöyük e Mehrgarh existam. HarappaMohenjo-daro, ambas cidades da Civilização do Vale do Indo, eram as mais populosas destas antigas cidades, com uma população conjunta estimada entre 100 e 150 mil habitantes. O crescimento de impérios antigos e medievais levou ao aparecimento de grandes cidades capitais e sedes de administração provincial, como Babilónia, Roma, Antioquia, Alexandria, Cartago, Selêucida do Tigre, Pataliputra (localizada na actual Índia), Changan (localizada na actual República Popular da China), Constantinopla (actual Istambul), e, posteriormente e sucessivamente, diversas cidades chinesas e indianas aproximando-se ou mesmo superando a marca do meio milhão de habitantes.


Roma possuía mais de um milhão de habitantes no século I a.C., sendo considerada por muitos como a única cidade a superar esta marca até o início da Revolução Industrial. Durante a Idade Média na Europa, uma cidade era tanto uma entidade político-administrativa como um agrupamento de casas. Morar nas cidades passaram a ser considerada um acto de liberdade, em relação às obrigações rurais para o Senhor e para a comunidade feudal à época. Algumas cidades, excepcionalmente, tais como Veneza, Génova ou Lübeck, tornaram-se Cidade-estado poderosos, por vezes tomando controle de terras próximas ou estabelecendo extensivos impérios marítimos. Tal fenómeno não limitou-se somente à Europa, como é o caso de Sakai, que possuía um considerável grau de autonomia no Japão medieval. Na Europa, nesta época as maiores cidades eram assim Veneza, que cresceu devido ao seu porto onde se faziam as trocas comerciais para o centro da Europa, uma espécie de Roterdão, Florença, que se desenvolveu no Renascimento devido à indústria e à arte e Lisboa, que foi dada por Dom Quixote como a maior cidade da época, graças ao seu grande porto que era o maior do mundo na época, destronando assim a supremacia económica de Veneza
Coalbrookdale, cidade britânica, considerado um dos berços da Revolução Industrial.
A maioria das cidades do mundo, após a ascensão do feudalismo, eram pequenas em termos de população, sendo que em 1500, existiam somente aproximadamente duas dúzias de cidades com mais do que cem mil habitantes. Em 1700, este número era pouco menor do que quarenta, um número que pularia para 300 em 1900, graças à Revolução Industrial.
Enquanto as Cidades-estado situadas no litoral dos mares Mediterrâneo e Báltico passaram a desaparecer a partir do século XVI, as grandes capitais europeias se beneficiaram do crescimento do comércio que surgira após a ascensão de uma economia transatlântica, abastecida pela prata vinda do Peru. No final do século XVIII, Londres havia tornando-se a maior cidade do mundo, com uma população aproximando-se dos um milhão de habitantes, com Paris, Bagdad, Pequim, Istambul e Kyoto sendo outras grandes cidades.
O início da Revolução Industrial e a ascensão e o crescimento da indústria moderna, no final do século XVIII, levou à massiva urbanização e à ascensão de novas grandes cidades, primeiramente na Europa, e posteriormente em outras regiões, à medida que as novas oportunidades geradas nas cidades fizeram com que grandes números de migrantes provenientes de comunidades rurais instalassem-se em áreas urbanas.


Era Contemporânea

Em cidades de grande porte, a indústria de manufactura é quase sempre uma das principais fontes de renda - se não a principal - gerando milhares de empregos. Porém, a manufactura já não é actualmente a maior fonte de renda da maioria das grandes cidades - tendo perdido esta posição para o sector terciário. Em várias grandes cidades, milhares de pessoas trabalham diariamente em escritórios e instituições financeiras. Cidades tais como Nova Iorque, Tóquio, Londres, Paris e Hong Kong são grandes pólos financeiros, onde o sector financeiro é a principal fonte de renda da cidade. Em outras cidades, é o comércio por atacado e varejo a principal fonte de renda. A economia de diversas cidades, tais como Roma, Quebec e Foz do Iguaçu, dependem enormemente do turismo. Várias cidades possuem uma economia altamente diversificada - onde todas os sectores acima possuem aproximadamente a mesma importância - estando menos vulneráveis à recessões económicas do que cidades que dependem de um ou alguns sectores económicos em particular. Exemplos incluem Chicago, Hong Kong e Toronto, por exemplo.

Metrópoles

Uma metrópole é um grande centro populacional, que consiste em uma (ou, às vezes, duas ou até mais) grande cidade central, e sua zona adjacente de influência, constituída de outras cidades menores e próximas. Geralmente, metrópoles formam conurbações, uma grande área urbanizada formada pela cidade central e suas cidades adjacentes, formando uma única área urbana. Conurbação porém, uma metrópole não precisa ser obrigatoriamente formada por uma única área urbanizada contígua, podendo se designar uma metrópole a junção de duas ou mais áreas urbanizadas intercaladas com áreas rurais. O necessário é que as cidades que formam uma metrópole possuam um alto grau de integração entre si. Uma região formada por diversas metrópoles localizadas próximas entre si é por vezes chamada de megalópole.
Actualmente, as metrópoles mais populosas do mundo, que possuem até 30 milhões de habitantes, são Tóquio, México, Seul, Nova Iorque e São Paulo.

Cidades globais

Umas cidades mais influentes na economia Mundial.
Uma cidade global é um grande centro bancário, comercial, financeiro, político e industrial.
O termo "cidade global" - que não deve ser confundida com megacidade - foi inventado pela socióloga Saskia Sassen em um seminário em 1991. Enquanto que a expressão "megacidade" refere-se a uma grande cidade ou área urbana, uma cidade global possui grande influência a nível regional, nacional e internacional. As cidades globais, segundo Sassen, possuem mais características semelhantes entre si do que com outras cidades do mesmo país. Bruxelas, Chicago, Singapura, Hong Kong, Londres, Los Angeles, Madrid, Milão, Moscovo, Nova Iorque, Paris, Seul, San Francisco, São Paulo, Xangai, Sydney, Tóquio, Toronto e Washington são comummente consideradas cidades globais, embora este termo se aplique também a outras cidades.
A noção de cidade global vê uma cidade como um contêiner onde habilidades e recursos estão concentrados. Quanto mais uma cidade é capaz de concentrar habilidades e recursos, mais bem-sucedida e poderosa é a cidade, tornando-a suficientemente poderosa para influenciar o que ocorre em torno do mundo.
Críticos da noção alegam para a ambiguidade da expressão "poder". Em uma cidade global, poder significa primariamente poder económico e/ou político, e portanto, pode não incluir cidades que são poderosas em outros termos. Por exemplo, cidades como Roma ou Jerusalém são poderosas em termos históricos e religiosos. Em 1995, Rosabeth Moss Kanter argumentou que cidades bem sucedidas podem ser identificadas através de três elementos. Para ser bem sucedida, uma cidade precisa de bons pensadores (conceitos), bons fazedores (competência) e/ou de bons comerciantes (conexões).